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Prazo legal

Você ainda tem tempo de revisar seus direitos? Entenda o prazo

A lei permite revisar os últimos 5 anos de vínculo, mas há um limite de 2 anos após o desligamento.

Equipe Revisa·15 de março de 2026·4 min de leitura

Uma das dúvidas mais comuns de quem pensa em questionar algo da rescisão ou do histórico trabalhista é justamente essa: ainda dá tempo? A resposta depende de quando você saiu da empresa e de entender como funcionam os dois prazos que a lei estabelece.

Os dois prazos que você precisa conhecer

O direito trabalhista brasileiro opera com dois limites de tempo distintos:

Prazo para agir após o desligamento: você tem 2 anos a partir da data do desligamento para buscar qualquer revisão ou reparação de direitos trabalhistas. Depois disso, o direito prescreve, ou seja, não pode mais ser exercido, independentemente de quanto você tenha a receber.

Período que pode ser revisado: dentro desses 2 anos, é possível questionar o que aconteceu nos últimos 5 anos do contrato de trabalho. Isso significa que, se você saiu da empresa recentemente, pode revisitar até 5 anos de histórico salarial, de horas extras, de depósitos de FGTS e de outros direitos.

A combinação desses dois prazos é o que determina a janela de oportunidade.

Como calcular se você ainda está dentro do prazo

A conta é simples: some 2 anos à sua data de desligamento. Se essa data ainda não chegou, você está dentro do prazo.

Exemplos práticos:

  • Saiu em março de 2024 → prazo vai até março de 2026
  • Saiu em setembro de 2023 → prazo foi até setembro de 2025 (já encerrado)
  • Saiu em julho de 2025 → prazo vai até julho de 2027

O prazo não é suspenso por outros fatores, como o fato de você ter assinado a rescisão sem contestar na época, ou de já ter recebido o FGTS. A assinatura da rescisão não implica renúncia aos demais direitos.

Ainda está dentro do prazo? Entenda o que pode ser revisado no seu caso específico.

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O que acontece quando se está perto do limite

Quando o prazo está se aproximando, a urgência aumenta, mas o processo em si não muda. O que muda é a disponibilidade de documentos: quanto mais tempo passa, mais difícil pode ser acessar contracheques antigos, registros de ponto e outros documentos que sustentam a revisão.

Por isso, quanto antes a análise for feita, mais completo o quadro que pode ser apurado.

Já assinei a rescisão. Isso muda algo?

Não. A assinatura do termo de rescisão reconhece o recebimento dos valores discriminados no documento, mas não equivale a uma renúncia aos direitos trabalhistas em geral. Se os cálculos estavam errados, a assinatura não convalida o erro.

A única exceção relevante é o caso de acordos homologados judicialmente, que têm efeito de quitação. Mas isso é diferente da simples assinatura da rescisão no RH.

O que pode ser revisado dentro do prazo

Dependendo do histórico, o que pode ser apurado inclui:

  • Diferenças de horas extras não pagas ou calculadas sobre base incorreta
  • FGTS depositado a menor ao longo do contrato
  • Multa de 40% sobre depósitos que faltaram
  • Férias e 13º calculados sem considerar a remuneração variável
  • Verbas rescisórias calculadas a menor pelo mesmo motivo
  • Diferenças em aviso prévio proporcional

Cada caso é diferente. O que determina o que pode ser apurado é o histórico específico de cada contrato: a função, a remuneração, a jornada e o tempo de trabalho.

Análise sigilosa · Sem compromisso

Isso se aplica ao seu caso?

Se você se identificou com algum dos pontos acima, uma análise técnica do seu histórico pode mostrar se há valores a receber. O processo é sigiloso e sem compromisso.

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